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sábado, 11 de março de 2017
Mudar por quê?
São vários os motivos que podem levar alguém a mudar radicalmente de vida. Para Sandra Betti, psicóloga pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), raramente somos os agentes da transformação. “Isso exige capacidade de crítica e análise, intuição, coragem, autoconfiança e capacidade de enfrentar nossos medos, conflitos e ansiedades. O grau de insatisfação costuma estar elevado demais para que a pessoa decida ‘jogar tudo para o alto’ e correr atrás dos seus sonhos e ideais”, explica. Na maior parte dos casos, mudamos não por escolha, o que não necessariamente gera um cenário pior. “Quando somos atropelados pelas mudanças, acabamos obrigados a aceitá-las, exercitando competências como flexibilidade, resiliência, maturidade e equilíbrio emocional”, diz. Há, sim, aquelas pessoas que parecem movidas a mudanças. Nesse caso, a chave é o equilíbrio. “Uma vida estagnada pode significar que paramos de aprender, de evoluir e de crescer. Por outro lado, uma instabilidade excessiva pode sinalizar imaturidade emocional, pouca autodisciplina ou até mesmo excessiva dependência do meio ambiente, o que faz com que a pessoa se torne muito influenciável”, alerta. É preciso ter cuidado com os “sequestros emocionais” e tomar decisões racionais e ponderadas para evitar arrependimentos. “O ideal seria que, quando a vida nos desse limões, nós fizéssemos limonadas. Que reclamássemos menos e fizéssemos mais. Que aproveitássemos os períodos de crise para aprender e crescer”, aconselha. Sandra.
E você? Teria coragem de mudar?
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